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Vídeo só para raparigas
Escrito por Noélia Dias Sexta, 24 Fevereiro 2012 09:46
Numa paragem de autocarro, em Londres, existe um ‘outdoor’ publicitário que apenas pode ser visto por raparigas. O anúncio integra uma câmara de reconhecimento facial sobre aqueles que fixarem o olhar na publicidade, mas apenas mostra um vídeo, cuja duração é sensivelmente de 40 segundos, se a tecnologia admitir que pertence ao sexo feminino; caso contrário, apenas deixa aperceber uma morada eletrónica.
A câmara é capaz de medir a distância entre os olhos, a largura do nariz, o tamanho do maxilar e o formato das maçãs do rosto para estimar o género a que o transeunte pertence e a margem de certeza costuma acertar em 90 por cento dos casos. A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Clear Channel, reúne reconhecimento facial, 'touch screen' e som. O painel estará exposto durante duas semanas em Oxford Street, com a ambição de angariar perto de 300 mil euros em donativos.
A campanha “Because I’m a girl” tem como objetivo alertar para o facto de milhões de raparigas de todo o mundo verem a ser-lhes negado o direito à educação e é lançada pelo Plan Uk, uma organização sem fins lucrativos, que ajuda crianças dos países de terceiro mundo.
Fonte: Ciência Hoje
Zeca Afonso, a voz da intervenção
Escrito por Liseth Ferreira Quinta, 23 Fevereiro 2012 12:53
Zeca Afonso (2 de Agosto de 1929 – 23 de Fevereiro de 1987) foi um cantor e compositor que ficou na história como a voz da intervenção contra o regime do Estado Novo (1933 – 1974).
Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa, sendo da sua autoria algumas das famosas canções de intervenção, de conteúdo de esquerda, contra o Regime Salazarista: "Os Vampiros", música do álbum censurado Baladas de Coimbra (1963), tornou-se um dos hinos da resistência da época.
Em finais da década de 60, assume-se como membro da resistência democrática. Estabelece contactos com a Liga Unitária de Ação Revolucionária e Partido Comunista Português, facto que o levaria à prisão pela PIDE em 1967. Dois anos depois participa no primeiro encontro das canções portuguesas de intervenção (Chanson Portugaise de Combat) em Paris e edita Cantares do Andarilho, recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo Melhor Disco do Ano e o prémio da Melhor Interpretação. Para que o seu nome não fosse censurado, Zeca Afonso foi tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa. Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge "Grândola, Vila Morena", novamente censurada.
Zeca Afonso ficou indelevelmente associado à queda do regime ditatorial de Salazar, visto que a sua composição "Grândola, Vila Morena", foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser utilizada como a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução.
Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial. O seu trabalho é reconhecido e apreciado pelo país inteiro e Zeca Afonso, com a sua incidência política que as suas canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura poética portuguesa.
Carnaval na Madeira
Escrito por Ana Heliodora Gouveia Segunda, 20 Fevereiro 2012 11:27
Na Ilha da Madeira o carnaval é muito vivido pelos residentes e por inúmeros turistas que nos visitam. Durante alguns dias as pessoas vivem intensamente, colocam disfarces e máscaras, participam em cortejos e bailes. É uma época de euforia, cor, alegria e movimento.
Começa uma semana antes com uma festa popular que ocorre em Santana – a “Festa dos compadres”. Esta festa é caracterizada pela presença de bonecos que representam os compadres. Durante a festa ocorre o julgamento público dos compadres, onde acusam-se mutuamente, que termina sempre com a mesma sentença - a fogueira.
O carnaval madeirense tem dois grandes cortejos que circulam pelas ruas do Funchal. No sábado ocorre o cortejo alegórico temático. Os vários grupos procuram animar o público com os seus fatos cheios de cor, plumas e com as suas coreografias. Na terça-feira ocorre o cortejo trapalhão, onde as pessoas participam individualmente ou em grupo, utilizando os mais variados disfarces. Os foliões que participam neste cortejo procuram: relembrar algumas tradições, criticar a sociedade, a situação política e económica do país.
Se ainda não tem disfarce pode elaborar uma máscara simples. Consulte http://www.junior.te.pt/carnaval03/carnaval_fzmascaras.html
Divirta-se.
Puzzles desenvolvem raciocínio matemático
Escrito por Noélia Dias Sexta, 17 Fevereiro 2012 10:04
Um estudo publicado na “Development Science” revela que as crianças, com idades entre os 2 e 4 anos, que brincam com puzzles desenvolvem melhores competências espaciais.
A conclusão deste estudo levada a cabo por investigadores da Universidade de Chicago (EUA) resulta da análise dos vídeos de pais a interagir com os filhos durantes as atividades quotidianas caseiras. Os cientistas perceberam que as crianças entre os 26 e os 46 meses que brincaram com puzzles tinham melhores aptidões de visualização espacial quando chegaram aos 54 meses.
A psicóloga Susan Levine, especialista em desenvolvimento matemático nas crianças e autora principal do estudo, afirma que estas “têm um desempenho melhor das que não brincaram com puzzles, em tarefas que põe à prova a sua habilidade de transformar formas”.
A capacidade mental de transformar formas é muito importante para prever futuras carreiras nas ‘STEM’ (Science, Technology, Engineering and Mathematics), ou seja, nas áreas das Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática.

Tratado de Badajoz, 16 de Fevereiro de 1267.
Escrito por Liseth Ferreira Quinta, 16 Fevereiro 2012 11:59

A última porção do território de Portugal a ser definitivamente conquistada aos mouros foi a região sul do Algarve, nomeadamente os pequenos enclaves autónomos de Faro, Albufeira, Loulé e Aljezur. Esta reconquista aconteceu durante o reinado de D. Afonso III (quinto monarca português). No entanto, este processo foi dificultado devido às pretensões do reino de Castela que alegava direitos devido à posse de feudos nesse território.
A questão acabou por ser resolvida entre os soberanos de Castela e de Portugal, com a assinatura do Tratado de Badajoz, onde se estabeleceram as bases de cooperação e amizade entre os dois reinos. Nos termos do acordo, Don Alfonso X de Castela rendeu todos os direitos para o Algarve a Portugal e estabeleceu-se o Rio Guadiana como a linha de fronteira entre os reinos.
Com tais conquistas, o reino português ficou mais ou menos com a delimitação de fronteiras que actualmente possui, o que nos torna uma das nações com fronteiras mais antigas no mundo.
Este acordo foi o antecessor do Tratado de Alcanizes (1297) que consolidou as fronteiras entre o reino de Portugal e de Leão, uma fronteira muito disputada, principalmente no século XIII. Este foi viabilizado pelo Rei Don Dinis (sucessor de Don Afonso III) que conduziu as negociações ate à fixação da fronteira a norte do Tejo e comportou alguns acertos no tratado que fora negociado três décadas antes e consagrados no Tratado de Badajoz, a 16 de Fevereiro de 1267.
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