Há 117 anos, numa escola do norte dos Estados Unidos da América era apresentado, pela primeira vez, um jogo concebido pelo professor de educação física William G. Morgan, chamado de “minonette” que entretanto ganhou fama, evoluiu e deu origem a uma nova modalidade: o voleibol dos nossos dias.
Este novo jogo foi criado com o propósito de ter um carácter recreativo e motivante, que se adaptasse aos seus alunos e que, simultaneamente exigisse um grande esforço e uma movimentação diversificada (ao contrário do fatigante e competitivo basquetebol); que se pudesse praticar no inverno, tanto em recintos abertos como em fechados e que não colocasse problemas de material e de ocupação como o ténis.
A inspiração para este jogo veio do ténis, uma vez que este deveria ser jogado num espaço rectangular, entre duas equipas separadas por uma rede, mantendo uma bola em movimento, até que esta tocasse no solo, ou fosse batida além dos limites do campo. O número de jogadores não era limitado, apenas tinha que ser igual para ambas equipas. O sistema de rotação já era usado para que todos os jogadores pudessem servir. Em termos de equipamento, apenas era necessário uma bola.
Em Portugal, esta modalidade foi introduzida nos Açores por parte das tropas norte-americanas que lá estiveram durante a primeira guerra mundial. O Eng. António Cavaco, natural da Ilha de São Miguel, quando foi para Lisboa estudar engenharia, teve um papel preponderante na divulgação da modalidade, nomeadamente nas Escolas Superiores e Faculdades, com maior impacto na Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico, equipa que dominou o voleibol nacional até à década de sessenta. Em Lisboa, no dia 7 de Abril de 1947, foi criada a Federação Portuguesa de Voleibol, nesse mesmo ano disputa-se o primeiro campeonato nacional masculino e no ano seguinte, a seleção nacional classifica-se no quarto lugar no primeiro campeonato da Europa em Roma.
A divulgação do voleibol assume uma especial importância, devido ao seu alto valor educativo e por ser um precioso meio de educação integral, isento de violência e com forte apelo à educação colectiva.

